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Não cobro taxa de falta e não sei se deveria

Resposta rápida: Cobrar por falta é uma escolha de posicionamento, não uma boa prática universal, e não existe número honesto de redução de falta para prometer. A favor: protege a agenda, filtra quem não pretendia mesmo ir e valoriza o horário. Contra: muda o clima da relação, gera atrito na cobrança, é difícil de executar sem meio de pagamento antecipado e pode afastar cliente bom que teve um imprevisto. Costuma fazer mais sentido em serviço caro e demorado do que em serviço curto e barato.

Por que isso acontece?

A dúvida aparece porque a falta tem custo visível: uma hora bloqueada, uma preparação feita, um cliente da fila que ficou de fora. Do outro lado, a cobrança tem um custo que só aparece depois, na conversa desconfortável e no cliente que não volta.

Existe ainda a parte prática. Cobrar depois da falta raramente funciona, porque exige perseguir alguém que já está constrangido. Quem cobra de verdade costuma cobrar antes, com sinal.

O que resolve de verdade?

Antes de decidir, olhe o que a falta custa a você por mês, em horas e em dinheiro. Se a conta for pequena, a taxa provavelmente não paga o desgaste.

Alternativas mais leves, e vale tentar essas antes: lembrete na véspera com resposta fácil, porta de saída sem constrangimento para remarcar, e fila de espera para reofertar o horário. As três não cobram nada de ninguém e atacam a causa mais comum, que é esquecimento e vergonha de desmarcar.

Se decidir cobrar, três cuidados. Diga a regra na marcação, nunca depois da falta. Prefira sinal antecipado a cobrança posterior, porque cobrar depois quase nunca acontece. E deixe explícito que existe exceção para imprevisto, porque a regra sem exceção é a que quebra a relação.

Vale considerar aplicar a taxa só a partir da segunda falta. Protege a agenda contra quem falta sempre e não pune quem faltou uma vez na vida.

Nada disso depende de tecnologia. É uma decisão de política, e você ainda não precisa de IA para tomá-la.

O que Certu faz nesse caso?

Se você adotar a regra, o agente de Certu diz ela na hora da marcação e repete no lembrete, com as suas palavras, todas as vezes. Ele também registra quem faltou, então a decisão de aplicar ou não a taxa é tomada com o histórico na tela.

Certu não decide isso por você e não recomenda cobrar. É escolha do dono, e depende do tipo de cliente e do tipo de serviço.

Perguntas frequentes

Cobrar taxa de falta reduz as faltas?
Pode reduzir, mas ninguém honesto vai te dar um número, porque isso varia por tipo de serviço, público e forma de cobrar. Só medindo na sua agenda dá para saber.
Sinal antecipado é melhor que taxa depois?
Na prática, costuma ser. Cobrar depois da falta exige perseguir alguém constrangido e quase sempre não acontece. Sinal resolve antes, mas cria uma barreira a mais para marcar.
Posso cobrar de quem faltou uma vez só?
Pode, mas muita gente prefere aplicar a partir da segunda falta. Isso protege contra quem falta sempre sem punir quem teve um imprevisto isolado.
Preciso avisar a regra antes?
Sim, no momento da marcação e de novo no lembrete. Regra que aparece só depois da falta é lida como punição e costuma custar o cliente inteiro.
Certu
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