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Não sei quando insistir sem parecer chato

Resposta rápida: O que incomoda não é a quantidade de mensagens, é a mensagem sem motivo. "E aí, pensou?" repetido três vezes irrita na segunda. Prazo que mudou, agenda que abriu, condição que vale até certa data ou uma dúvida nova sobre o caso dele são motivos, e motivos são bem recebidos. Duas ou três voltas espaçadas com informação nova costumam funcionar melhor do que cinco cobranças seguidas. E quando a pessoa pede para parar, para.

Por que isso acontece?

Quem nunca definiu uma régua vive entre dois extremos: manda toda hora com medo de perder a venda, ou não manda nada com medo de incomodar. Os dois extremos vêm do mesmo lugar, que é não ter um critério escrito.

O outro motivo é que a mensagem de follow-up costuma ser escrita no impulso, olhando a conversa antiga na lista. Escrita no impulso, ela vira cobrança, porque no impulso o que você tem na cabeça é a sua venda, não o problema do cliente.

O que resolve de verdade?

Sem gastar nada: escreva a sua régua em um papel e siga. Uma sugestão de ponto de partida: volta em dois dias, volta em uma semana, volta em três semanas. Cada uma com um motivo diferente. Depois disso, encerre com elegância: "vou parar de te lembrar, quando quiser é só chamar". Essa última mensagem traz mais resposta do que a maioria das anteriores, e deixa a porta aberta.

Regra simples para saber se pode mandar: a pessoa falou com você antes e não pediu para parar. Se ela pediu, acabou, e nenhuma ferramenta muda isso.

Com equipe: quem atende anota a data do próximo toque no fim de cada conversa, sempre. Isso resolve o problema sem nenhum software.

Com automação: a régua vira tarefa com data, e o toque sai sozinho no dia certo com o texto que você aprovou.

O que Certu faz nesse caso?

Em Certu você define a régua uma vez e o agente executa, respeitando quem pediu para não receber mais. Cada contato tem o histórico completo, então o toque seguinte fala do caso daquela pessoa e não de um texto genérico.

Sendo honesto: se você atende poucos clientes por semana, você ainda não precisa de IA pra isso. Uma régua escrita e um lembrete no celular fazem o mesmo trabalho, de graça. A automação só compensa quando esquecer virou rotina.

Perguntas frequentes

Quantas mensagens de follow-up são demais?
Não existe número certo. O critério prático é o motivo: se cada mensagem traz alguma informação que a anterior não tinha, ela é bem recebida. Quando você não tem mais o que acrescentar, é hora de encerrar com uma mensagem de porta aberta.
Posso mandar follow-up para quem nunca falou comigo?
Não trate isso como follow-up. Follow-up é continuação de uma conversa que a pessoa começou. Mandar mensagem para quem não pediu contato é outra coisa, incomoda e derruba a reputação do seu número.
Como sei que devo parar?
Quando a pessoa pede, ou quando você já fez a mensagem de encerramento. Depois disso, o próximo movimento é dela.
A mensagem automática soa fria?
Depende do texto, não da origem. Uma volta que cita o serviço que a pessoa pediu e o que mudou desde então soa natural. Uma cobrança genérica soa automática mesmo escrita à mão.
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