Manter o contato das famílias no celular da equipe dá problema?
Dá, e é o erro mais comum em clínica de reabilitação. Quando quem atendeu está de folga ou deixa o emprego, o histórico vai junto. A família recomeça a contar tudo do zero, justo quando ela menos tem energia para isso, e o dado mais sensível que existe fica num aparelho particular.
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O contato costuma nascer torto sem ninguém querer. Alguém da equipe atendeu uma família de madrugada pelo celular próprio, funcionou, e aquilo virou o canal. Meses depois existem quatro aparelhos com pedaços da mesma história.
O primeiro custo é humano. A família que já contou a situação três vezes precisa contar de novo para quem entrou no lugar. Cada repetição é desgastante, e ela acontece no pior momento possível para aquela casa.
O segundo custo é de sigilo, e é mais grave do que parece. Conversa sobre dependência química num aparelho pessoal fica fora do seu controle: sai da clínica no bolso de quem atendeu, viaja com a pessoa, some quando o aparelho é trocado. Não existe perfil de acesso, não existe retirada de acesso, não existe registro de quem leu.
Um número da clínica com painel resolve os dois. O histórico fica num endereço só, cada pessoa entra com o próprio acesso, e você define quem enxerga cada conversa. Quando alguém sai, o acesso é retirado e a história continua onde sempre esteve.
Perguntas frequentes
- Dá para migrar as conversas que já estão nos celulares?
- O histórico antigo de aparelho pessoal não vem junto. O que dá para fazer é levar os contatos e começar o registro no painel a partir de agora.
- Quem da equipe vê cada conversa?
- Quem você autorizar, por perfil de acesso. Dado de dependência química merece essa decisão tomada antes de o agente entrar no ar, e não depois.
- A família precisa trocar de número para falar com a clínica?
- Não. Ela continua escrevendo para um número só, o da clínica. O que muda é o lado de cá: a conversa deixa de morar num aparelho particular.
- E quando alguém da equipe sai?
- Você retira o acesso e o histórico continua na conta da clínica. É exatamente o que não acontece quando o canal é o celular da pessoa.