O agente pode qualificar uma obra fora da região que o escritório atende?
Pode, e acontece sempre que a área de atuação não está escrita. O agente qualifica bonito um pedido de obra a centenas de quilômetros, o engenheiro monta o orçamento e só na reunião alguém percebe que o deslocamento inviabiliza tudo. A cidade da obra precisa ser a primeira pergunta.
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Esse erro é traiçoeiro porque a conversa parece boa até o fim. O interessado responde tudo, manda metragem, diz o prazo, e nada na mensagem dele avisa onde fica a obra. Quem atende no balcão pergunta a cidade por reflexo, sem perceber que está fazendo uma triagem. O agente só pergunta se estiver escrito.
O prejuízo não é a conversa perdida, é o que veio depois dela. Um engenheiro parou para montar orçamento, alguém reservou horário na agenda, e a reunião existiu só para descobrir uma informação que caberia na primeira mensagem.
O conserto é escrever a área de atuação com o detalhe que o escritório usa de verdade: as cidades, o raio de distância, e o que muda quando a obra fica na divisa. Escreva também o que fazer com o pedido de fora, porque recusar sem caminho nenhum queima um contato que poderia virar indicação.
Uma vez escrita, a cidade da obra entra como uma das primeiras perguntas, antes de qualquer orçamento começar. É a triagem mais barata que existe nesse ramo.
Perguntas frequentes
- E obra na divisa da região?
- Esse é o caso que precisa estar escrito com nome. Sem regra para a divisa, o agente decide sozinho pelo que soar mais próximo, e vai errar nos dois sentidos.
- Dá para atender projeto à distância?
- Depende de como o escritório trabalha, e isso é seu para escrever. Alguns projetos andam à distância, outros exigem visita, e o agente precisa saber quais são quais.
- O pedido de fora fica salvo?
- Fica no CRM, com a cidade registrada. Serve para ver de onde vêm os pedidos que você recusa, o que às vezes é um argumento para abrir a região.