Existe uma tabela de preço de software no Brasil?
Não existe, e é por isso que comprar software para empresa é mais difícil que comprar carro. Na compra de carro você abre uma referência pública e sabe se o valor faz sentido. Em software, boa parte do mercado trabalha sob consulta, e o preço é definido depois de te avaliarem. Dá para construir a sua própria referência, e leva uma tarde.
Veja o preço de cada plano e o que entra em cada um.
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Em resumo
- Não existe referência pública de preço de software para PME no Brasil, e provavelmente nunca vai existir.
- O motivo não é conspiração: cada contrato tem escopo diferente, e isso é usado a favor de quem vende.
- Sua tabela particular são três colunas e cinco fornecedores, montada em uma tarde.
Por que não existe, e por que não vai existir
Uma referência pública funciona quando o produto é comparável. Um mesmo modelo, ano e versão de carro é a mesma coisa em qualquer lugar do país, e por isso dá para publicar um valor de referência.
Software não tem isso. O mesmo nome de produto pode significar dois usuários ou vinte, com ou sem a API oficial do WhatsApp, com ou sem implantação, mensal ou com período mínimo. Duas empresas contratando o mesmo fornecedor no mesmo dia podem pagar valores muito diferentes de forma legítima.
Só que essa complexidade real é usada como cobertura para uma prática diferente: definir o preço a partir do que o comprador parece poder pagar. Você não consegue distinguir uma coisa da outra por fora, e é justamente por isso que a sua própria referência importa.
A pergunta que devolve comparabilidade: quanto custa, por escrito, com o número de usuários que eu tenho e com o WhatsApp oficial ligado, no primeiro ano inteiro?
A sua tabela, em três colunas
Abra uma planilha e faça cinco linhas, uma por fornecedor. Só três colunas importam:
| Coluna | O que colocar | Por que essa |
|---|---|---|
| Custo do 1º ano | Mensalidade × 12 + implantação + usuários | É o único número comparável |
| Compromisso | Mensal, período mínimo, ou anual | Muda o risco, não o preço |
| API oficial | Em qual plano ela entra | É o degrau que quebra comparação |
Preencher as cinco linhas leva uma tarde, e a maior parte do tempo é esperar resposta. O resultado é que você deixa de comparar etiquetas e passa a comparar decisões.
Fornecedor que não preenche as três colunas por escrito já se posicionou. Deixe a linha dele incompleta na planilha e siga: isso também é informação.
As referências públicas que existem
Faltando tabela oficial, o que dá para usar como âncora são os fornecedores que publicam preço. Em setembro de 2026, entre as plataformas do mercado brasileiro de WhatsApp e IA:
- Certu publica todos os planos: R$ 199 e R$ 349 por mês, mensal e sem fidelidade.
- Kommo publica faixas a partir de cerca de R$ 66 por mês no anual, com período mínimo de seis meses no Brasil.
- Clint publica a partir de cerca de R$ 523 por mês no Starter com dois usuários, no anual.
- Huggy publica o Avançado em torno de R$ 989 por mês no anual.
- ManyChat publica em dólar, a partir de US$ 39 no Pro.
- Digisac, Take Blip e Zenvia trabalham sob consulta.
Isso não é uma tabela do setor: é o que dá para verificar sem reunião, conferido em setembro de 2026 e sujeito a mudança. Serve como âncora para você julgar se a proposta que recebeu está dentro ou fora da realidade.
Quem publica preço não é necessariamente mais barato. É comparável, que é uma coisa diferente e mais útil na hora de decidir.
Como usar a sua tabela numa negociação
- Mande as três perguntas por escrito antes de qualquer reunião.
- Preencha a planilha com o que voltar, e deixe em branco o que não voltou.
- Compare só a coluna do primeiro ano. Ignore mensalidade isolada.
- Se uma proposta destoar muito, pergunte o que ela inclui que as outras não incluem.
- Decida com a planilha aberta, nunca dentro da reunião.
A planilha faz o trabalho que uma tabela pública faria: tira de você a sensação e devolve um número. Quem tem número não negocia no escuro.
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Perguntas frequentes
- Existe uma tabela de preço de software no Brasil?
- Não existe referência pública equivalente à que existe para veículos, e dificilmente vai existir, porque o mesmo nome de produto pode significar escopos muito diferentes. O caminho prático é montar a sua própria planilha com cinco fornecedores e três colunas: custo do primeiro ano, tipo de compromisso e em qual plano entra a API oficial.
- Por que tanta empresa não publica preço?
- Em parte porque o escopo varia de verdade em operações grandes, e em parte porque o valor é definido conforme o comprador parece poder pagar. Não dá para distinguir os dois casos por fora, e é por isso que pedir o custo total do primeiro ano por escrito é o que devolve comparabilidade.
- Quais plataformas publicam preço hoje?
- Em setembro de 2026, Certu publica R$ 199 e R$ 349 por mês, Kommo publica faixas a partir de cerca de R$ 66 no anual com período mínimo de seis meses, Clint a partir de cerca de R$ 523 no Starter, Huggy o Avançado em torno de R$ 989 no anual e ManyChat em dólar a partir de US$ 39. Digisac, Take Blip e Zenvia trabalham sob consulta.
- Preço publicado significa mais barato?
- Não. Significa comparável. Uma plataforma com preço publicado pode custar mais que uma sob consulta, e a vantagem é você descobrir isso em minutos em vez de depois de três reuniões.