O cliente indeciso: como o agente deve conduzir
"Vou pensar" é a resposta mais comum e a menos informativa que existe. Ela pode significar quatro coisas bem diferentes, e cada uma pede uma resposta diferente. Tratar todas como objeção de preço é o erro que faz o agente oferecer desconto para quem nunca reclamou do valor.
Monte o seu agente e veja ele respondendo com as informações do seu negócio.
Criar meu agente de graça Montar é livre, sem cadastro e sem cartão.O que você vai encontrar neste artigo
Em resumo
- Indecisão é falta de informação, falta de urgência, falta de autonomia ou desconfiança.
- Só a primeira se resolve na conversa. As outras três pedem outra coisa.
- Nunca ofereça desconto para quem disse "vou pensar" sem falar em preço.
As quatro causas
| Causa | Sinal na conversa | O que oferecer |
|---|---|---|
| Falta informação | Faz perguntas de detalhe | Responder o detalhe que falta |
| Falta urgência | "Vou ver mais pra frente" | Um motivo real de agora, se existir |
| Não decide sozinho | "Vou falar com..." | Algo que ele possa mostrar |
| Desconfia | Pergunta sobre garantia, referência | Prova concreta |
Repare que nenhuma das quatro é preço. Quando a pessoa acha caro, ela costuma dizer, e aí a conversa é outra. "Vou pensar" quase sempre é uma das quatro acima, e desconto não resolve nenhuma delas.
Oferecer desconto para quem não falou de preço ensina que o seu preço era negociável e transforma indecisão em negociação.
A pergunta que identifica
Existe uma pergunta que funciona nos quatro casos e não pressiona: "o que ficou faltando pra você decidir?".
- Quem precisa de informação responde a dúvida específica.
- Quem não tem urgência responde o prazo.
- Quem não decide sozinho menciona a outra pessoa.
- Quem desconfia pergunta sobre garantia ou referência.
A resposta a essa única pergunta separa os quatro casos em uma mensagem, e ela é fácil de responder porque não pede decisão nenhuma. É o oposto de "posso fechar então?", que força um sim ou não que a pessoa ainda não tem.
Pergunte o que falta, não se pode fechar. A primeira abre a conversa; a segunda a encerra com um não.
O caso mais comum: não decide sozinho
É a causa mais frequente e a menos tratada, porque não parece objeção. A pessoa gostou, mas precisa falar com o sócio, o cônjuge ou o gestor, e a conversa acaba ali sem você saber.
- Reconheça sem constranger: "claro, faz sentido conversar".
- Ofereça algo que ela possa mostrar: um resumo curto com preço e o que inclui.
- Pergunte quando ela pretende conversar, para o retorno ter uma data.
- Volte depois dessa data, e não antes.
O item 2 é o que muda o resultado. Sem material, a pessoa vai repetir de memória o que entendeu, e o que ela repete costuma ser menos convincente do que você diria. Um resumo curto vira o seu argumento na conversa em que você não está.
Quando o interlocutor não decide, o seu trabalho deixa de ser convencer e passa a ser equipar. São coisas diferentes.
Quando parar
Indecisão respeitada converte mais que indecisão pressionada, e existe um ponto claro de parada:
- Depois de identificar a causa e responder, um retorno na data combinada.
- Se não houver resposta, um último contato leve.
- Depois disso, encerrar e deixar registrado para uma retomada futura.
- Nunca mais de três contatos em torno da mesma decisão.
O terceiro item é o que separa quem trata indecisão como perda de quem trata como adiamento. Boa parte de quem diz "vou pensar" volta em algumas semanas ou meses, e volta para quem não queimou a relação insistindo.
Marcar retomada para daqui a alguns meses custa nada e recupera conversas que todo mundo dá como perdidas.
Leia também
Perguntas frequentes
- O que fazer quando o cliente diz "vou pensar"?
- Descobrir qual das quatro causas está por trás: falta informação, falta urgência, ele não decide sozinho, ou desconfia. A pergunta que separa as quatro em uma mensagem é "o que ficou faltando pra você decidir?", porque ela não pede decisão nenhuma.
- Devo oferecer desconto para quem está indeciso?
- Não, quando a pessoa não falou de preço. Indecisão quase nunca é sobre valor, e oferecer desconto ensina que o seu preço era negociável, transformando uma dúvida de informação numa negociação que você mesmo abriu.
- E quando ele precisa falar com outra pessoa?
- Reconheça sem constranger, ofereça um resumo curto com preço e o que inclui para ele mostrar, e pergunte quando pretende conversar. Sem material, ele repete de memória o que entendeu, e isso costuma ser menos convincente que o seu argumento.
- Quantas vezes insistir com um cliente indeciso?
- No máximo três contatos em torno da mesma decisão: um retorno na data combinada, um último contato leve, e então encerrar deixando registrado para retomada futura. Boa parte de quem diz "vou pensar" volta, e volta para quem não queimou a relação.