Hyundai Tucson
SUV médio · #56 mais vendido em 2025

Hyundai Tucson

R$ 75.000 a R$ 130.000
faixa de mercado conforme ano e versão

Vale a pena para quem quer um SUV médio espaçoso, confortável e bem equipado por um preço de usado abaixo do Compass e do Corolla Cross. Mas só compre com a saúde do câmbio de dupla embreagem (DCT) comprovada: é o calcanhar de Aquiles do modelo e o conserto passa de R$ 10 mil.

Nota Certu
7,4/10
★★★★☆
Avaliação editorial Certu, do lado de quem compra

O veredito sobre o Tucson

Vale a pena para quem quer um SUV médio espaçoso, confortável e bem equipado por um preço de usado abaixo do Compass e do Corolla Cross. Mas só compre com a saúde do câmbio de dupla embreagem (DCT) comprovada: é o calcanhar de Aquiles do modelo e o conserto passa de R$ 10 mil.

Nota Certu por categoria

Avaliação editorial de 0 a 10, do lado de quem compra. Ajuste conforme o ano e a versão.

Desempenho8,0
Conforto8,5
Interior e tecnologia7,5
Custo de manutenção5,5
Consumo7,0
Revenda7,0
Custo-benefício7,5
Nota geral7,4

Prós e contras

★ Prós

  • Espaço interno e porta-malas (cerca de 513 litros) entre os maiores do segmento, com bom espaço para as pernas atrás
  • Motor 1.6 turbo de 177 cv entrega ótimo desempenho urbano e em ultrapassagens, muito acima dos antigos 2.0 aspirados
  • Rodar macio e silencioso com boa absorção de buracos: um dos SUVs médios mais confortáveis para o dia a dia brasileiro
  • Versões GLS e Limited já vinham completas de fábrica (teto solar panorâmico, bancos de couro, multimídia, partida por botão) por preço de usado atrativo

✕ Contras

  • Desgaste prematuro do câmbio de dupla embreagem (7DCT) — defeito crônico
  • Consumo de combustível muito elevado
  • Problemas na caixa de direção
  • Suspensão de vida curta e discos de freio que empenam

Versões e motores

Descubra qual motorização está no carro antes de olhar o preço. É o que mais muda no custo de posse e nos problemas.

Motor / versãoGeraçãoPrincipal ponto de atenção
Importado da Coreia 2005-20091ª geração (JM) — 2005-2017Problemas na caixa de direção
Motor 1New Tucson (TL) 1.6 Turbo — ~2018-2024Desgaste prematuro do câmbio de dupla embreagem (7DCT) — defeito crônico
Geração de visual angular ('Parametric'), recém-chegada ao Brasil4ª geração (NX4) — linha 2025+Histórico de durabilidade ainda insuficiente no Brasil

Problemas mais comuns do Tucson

9 problemas relatados por donos e mecânicos, com fontes brasileiras. Não significa que toda unidade os apresenta.

1ª geração (JM) — 2005-2017

Importado da Coreia 2005-2009; nacionalizado pela CAOA (Anápolis/GO) a partir de 2010. Motor 2.0 16V flex (cerca de 142 cv na gasolina e 146 cv no etanol) na versão GL/GLS e 2.7 V6 gasolina (175 cv) na GLS. Câmbio manual de 5 marchas ou automático de 4 marchas; tração dianteira (FWD) e algumas 4x4. Sobreviveu até 2017 vendido junto com modelos mais novos.

1ª geração (JM) — 2005-2017
Consumo de combustível muito elevadobaixa

Médias urbanas baixas: o 2.0 flex faz cerca de 7,2 km/l na cidade e o 2.7 V6 fica em torno de 6,5 km/l… fonte

Sem reparo (característica do carro)
Problemas na caixa de direçãomédia

Folga excessiva no volante, vibração e ruídos; em casos relatados foi preciso trocar todo o conjunto da caixa… fonte

Variável (troca do conjunto pode passar…
Suspensão de vida curta e discos de freio que empenammédia

Componentes de suspensão (amortecedores, buchas, pivôs) com durabilidade curta; discos de freio empenam com… fonte

Par de amortecedores traseiros ~R$…
Manutenção da correia dentada (2.0) exige atençãobaixa

Não é um defeito, mas um cuidado: a recomendação da Dayco é a troca completa do sistema a cada 60 mil km… fonte

Kit + mão de obra geralmente na faixa…

New Tucson (TL) 1.6 Turbo — ~2018-2024

Motor 1.6 T-GDI turbo a gasolina (G4FJ, 177 cv e 27 kgfm), injeção direta. Câmbio automatizado de dupla embreagem a seco de 7 marchas (D7UF1 / 'EcoShift DCT'), tração dianteira. Versões GLS, Limited (e Diamond). Reestilizado em 2023. É a geração que mais vendeu como 'Tucson' no Brasil e a que concentra as reclamações.

New Tucson (TL) 1.6 Turbo — ~2018-2024
Desgaste prematuro do câmbio de dupla embreagem (7DCT) — defeito crônicoalta

Trepidação/vibração ao sair parado, trancos nas trocas, atraso para engatar marchas, dificuldade de engatar a… fonte

Troca do kit de embreagem na…
Carbonização típica de motor de injeção direta (1.6 GDI)média

Acúmulo de carbono nas válvulas de admissão ao longo do tempo, podendo causar perda de potência, falhas de… fonte

Descarbonização/limpeza ~R$ 400-1.000
Demora e falta de peças de reposiçãomédia

Carros parados por períodos longos (em alguns relatos mais de 60 dias) esperando peças, mesmo dentro da… fonte

Varia conforme a peça (o problema é o…
Desgaste prematuro de pneusbaixa

Pneus 'carecas' por volta de 20-30 mil km e desgaste irregular já com 10-12 mil km, mesmo em rodagem urbana… fonte

Jogo de pneus na medida original…

4ª geração (NX4) — linha 2025+

Geração de visual angular ('Parametric'), recém-chegada ao Brasil. Mantém o 1.6 T-GDI turbo (177 cv) com câmbio de dupla embreagem nas versões a combustão. Versões GLS/Limited.

4ª geração (NX4) — linha 2025+
Histórico de durabilidade ainda insuficiente no Brasilbaixa

Modelo novo demais por aqui para mapear defeitos crônicos com base em donos brasileiros. Como mantém a… fonte

Sem base de custos local consolidada
Recalls: 2021: Módulo do ABS (multifusível): risco de curto-circuito interno e incêndio no compartimento do motor se o multifusível não for substituído. Afeta o New Tucson 1.6 TGDI fabricado entre 11/10/2016 e 20/04/2021 (chassis HB000001 a NB016743). Solução: troca do multifusível na central de fusíveis; convocação a partir de 14/06/2021. · 2013: Interruptor do pedal de freio: defeito pode causar não acionamento da luz de freio, interferir no controle de estabilidade (ESC) e no piloto automático, inibir a partida pelo botão (keyless) e travar a alavanca do câmbio em 'P'. Recall envolveu Tucson 2.0/2.7, Santa Fe 3.5 e Veracruz 3.8, totalizando 24.049 unidades. Atendimento a partir de 20/05/2013. · 2014: ix35 (segunda geração vendida com nome próprio no Brasil): recall de 26.681 unidades importadas (fabricação 2011-2013) por possível fixação inadequada de parafuso do airbag do motorista, com risco de o airbag não funcionar em caso de acidente. Citado aqui apenas como referência de família, pois muitos compradores confundem ix35 e Tucson. Unidades nacionais não foram afetadas.

Custos de posse

O preço de etiqueta é só a entrada. É isto que define quanto custa ficar com o carro.

Manutenção
Manutenção muito diferente entre as gerações. No Tucson JM (2005-2017), o motor 2.0 usa correia dentada com recomendação de troca a cada 60 mil km…
Consumo
Motor 1.6 T-GDI turbo a gasolina (177 cv, 27 kgfm): cerca de 9,8 a 10,5 km/l na cidade e 11,9 a 12,2 km/l na estrada. As versões antigas 2.0 flex…
Custo e revenda
IPVA, seguro e combustível variam por região. Melhores anos: Para quem quer simplicidade e baixo….

Antes de fechar, confira neste Tucson

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Como se compara aos concorrentes

No mesmo dinheiro, estes são os rivais diretos. Cada um ganha em uma coisa.

Jeep Compass7,8

Líder histórico do segmento, tem mais opção de motor (inclusive diesel 4x4) e revenda mais forte, mas custa mais caro.

Toyota Corolla Cross8,2

Híbrido econômico e confiabilidade Toyota imbatível; é menor por dentro e tem multimídia mais simples que a do Tucson.

Volkswagen Taos7,6

Mais espaçoso e moderno, com o mesmo porte; câmbio automático convencional é mais tranquilo que o DCT do Hyundai.

Caoa Chery Tiggo 7 Pro7,2

Muito equipado pelo preço e com 7 anos de garantia, mas revenda e rede de assistência ainda inferiores à da Hyundai.

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Perguntas frequentes sobre o Tucson

O câmbio do Hyundai Tucson dá problema?

O câmbio de dupla embreagem a seco de 7 marchas (7DCT) do New Tucson 1.6 turbo é a principal reclamação do modelo no Brasil. Há dezenas de relatos de desgaste prematuro do kit de embreagem, com trepidação, trancos e dificuldade de engate, e reparo que costuma ficar em torno de R$ 15 mil na concessionária. Pior: a Hyundai trata a embreagem como item de desgaste, com garantia de apenas 90 dias. Já o automático convencional de 4 marchas do Tucson JM antigo é simples e durável.

Qual a diferença entre Tucson, ix35 e New Tucson?

No Brasil a Hyundai vendeu três fases em paralelo. O Tucson JM (2005-2017) é a primeira geração, com motores 2.0 flex e 2.7 V6. O ix35 é tecnicamente a segunda geração (plataforma LM), vendido aqui com nome próprio. E o New Tucson (TL, ~2018-2024) é a geração com motor 1.6 turbo GDI e câmbio de dupla embreagem. São carros bem diferentes apesar do nome parecido, com problemas e custos distintos.

O Hyundai Tucson gasta muita gasolina?

Sim, é uma queixa clássica. Donos relatam médias urbanas baixas: o 2.0 flex faz cerca de 7,2 km/l na cidade e o V6 2.7 fica em torno de 6,5 km/l urbano, sendo o mais beberrão. O 1.6 turbo é mais econômico que o V6, mas ainda assim consome bastante em cidade por ser um SUV pesado. Quem prioriza economia deve calibrar a expectativa.

O Tucson tem recall no Brasil?

Sim. O mais grave é o recall do módulo do ABS no New Tucson 1.6 TGDI (linhas 2016-2021): um multifusível pode falhar e causar curto-circuito com risco de incêndio no cofre do motor; a Hyundai/CAOA convocou os donos a partir de junho de 2021 para troca do componente. Há também um recall mais antigo (2013) do interruptor do pedal de freio em Tucson, Santa Fe e Veracruz (24.049 unidades). Sempre verifique a situação pelo chassi na Hyundai/CAOA.

O motor 1.6 turbo GDI do Tucson é confiável?

É um motor de bom desempenho, mas exige cuidado. Por ser de injeção direta (GDI), tende a acumular carbono nas válvulas de admissão com o tempo, o que pode gerar perda de potência, falhas e aumento de consumo. Pede óleo de qualidade, intervalos de revisão respeitados, combustível bom e descarbonização preventiva. Vale lembrar que, no Brasil, a queixa dominante dessa geração é o câmbio, não o motor.

Vale a pena comprar um Tucson usado?

Pode valer, desde que você escolha o exemplar certo. O JM 2.0 flex bem cuidado é um SUV honesto e barato de manter. No New Tucson, o ganho de tecnologia e conforto é grande, mas o risco está no câmbio de dupla embreagem: nunca feche negócio sem testar bem o câmbio, confirmar histórico de manutenção e checar se o recall do ABS foi atendido. Confirme também preço e prazo de peças na sua região.

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